A subsidiária da Xiaomi, Poco, acaba de lançar no mercado os novos X8 Pro e X8 Pro Max. O grande destaque fica por conta das baterias de silício-carbono de altíssima capacidade, além de chipsets potentes e 256 GB de armazenamento no modelo base. No papel, essas especificações chegam a superar as do recente Pixel 10A, custando bem menos. Um detalhe curioso é a abordagem sutil para a iluminação RGB, com pequenos anéis de LED embutidos nas câmeras traseiras de ambos os aparelhos.
O gigante da autonomia e seu irmão menor
O X8 Pro Max inaugura um novo patamar na linha X da Poco. O que mais chama a atenção é a sua monstruosa bateria de 8.500 mAh, sendo que uma versão ainda maior, de 9.000 mAh, estará disponível na Índia e em alguns outros mercados específicos. Na prática, isso deve garantir entre dois e três dias de uso longe da tomada. Mesmo guardando tanta energia, o celular mantém um perfil impressionantemente fino, com apenas 8,2 mm de espessura. O suporte a carregamento rápido com fio de 100W PPS garante que as recargas aconteçam em pouco tempo.
Por baixo do capô, o modelo Max roda com o MediaTek Dimensity 9500s. Esse chipset, lançado em janeiro, fica apenas um pequeno degrau abaixo do poderoso 9500, que hoje bate de frente com o Snapdragon 8 Elite Gen 5. O conjunto se completa com 12 GB de memória RAM, opções de 256 GB ou 512 GB de armazenamento e uma tela OLED bastante espaçosa de 6,83 polegadas.
Já o X8 Pro é um pouco mais compacto, trazendo um painel de 6,59 polegadas. Essa redução de tamanho reflete direto na bateria, que sofre uma queda considerável para 6.500 mAh. Ainda é uma capacidade bem generosa, mas talvez não entregue os mesmos dois dias inteiros de autonomia do irmão maior. O motor aqui é o Dimensity 8500-Ultra, classificado logo abaixo dos topos de linha. Ele vem acompanhado por 8 GB ou 12 GB de RAM e as mesmas opções de espaço interno. Ambos os modelos ostentam uma ótima certificação IP69K contra água e poeira. As câmeras, por outro lado, são mais modestas para a categoria: um sensor principal de 50 megapixels, uma lente ultrawide de 8 megapixels e uma frontal de 20 megapixels para selfies.
Luzes interativas e a edição Tony Stark
A Poco resolveu brincar um pouco com o design da traseira. Os anéis de LED integrados às câmeras piscam no ritmo das músicas e podem ser configurados para acender durante chamadas, notificações de aplicativos ou em determinadas situações de jogos compatíveis, como PUBG e Call of Duty. Diferente do sistema Glyph da Nothing, a personalização aqui é um pouco mais engessada. Dá para escolher uma cor para ligações e outra para notificações, contudo, não é possível definir padrões específicos para cada contato ou aplicativo isolado.
Se esses anéis luminosos te lembraram o Reator Arc do Homem de Ferro, saiba que a semelhança foi intencional. A fabricante vai lançar uma edição limitada do X8 Pro inspirada no herói da Marvel, ostentando um design chamativo em preto e dourado. Não é um visual nada discreto, mas o Tony Stark também nunca foi. O kit vem dentro de uma maleta de papelão estilizada e inclui capa, cabo e extrator de chip totalmente personalizados.
Embora a linha não tenha previsão de lançamento nos Estados Unidos, a Poco divulgou os preços globais em dólares. O X8 Pro parte de US$ 329, alcançando US$ 399 na versão mais robusta, que é exatamente o mesmo valor cobrado pela edição do Homem de Ferro. O X8 Pro Max, por sua vez, tem preço inicial de US$ 469. Quem precisar de 512 GB de armazenamento terá que desembolsar US$ 60 a mais.
O salto tecnológico: do C65 aos novos gigantes
Para entender o tamanho da evolução da marca com a nova linha X8, basta olharmos para as especificações do Poco C65, um modelo básico que chegou ao mercado no primeiro semestre de 2023. Pesando 192 gramas e rodando o Android 13 sob a interface MIUI 14, ele representa a fundação da fabricante no segmento de entrada.
Diferente das telas OLED e processadores de ponta atuais, o C65 é equipado com o modesto Helio G85 da MediaTek e 6 GB de RAM. A tela é uma IPS LCD de 6,74 polegadas com resolução HD+ e taxa de atualização de 90 Hz. A capacidade de energia, na época, seguia o padrão do mercado com uma bateria LiPo de 5.000 mAh. O conjunto fotográfico trazia os mesmos 50 MP na lente principal, mas acompanhado de um sensor básico de 2 MP e uma frontal de 8 MP, limitando a gravação de vídeos à resolução Full HD em 30 fps. Sem suporte ao 5G e com 128 GB de memória (expansível via MicroSD), o C65 já trazia facilidades como NFC, leitor de impressão digital e proteção Gorilla Glass. Comparar esse modelo com os novos lançamentos mostra o quanto a Poco subiu o sarrafo em termos de performance, bateria e design em apenas alguns anos.