A trajetória da Apple no mercado de smartphones é marcada por um refinamento contínuo de hardware, onde o iPhone 13 Pro se estabeleceu como um marco de robustez técnica. O modelo trouxe ao mercado uma combinação poderosa, liderada pelo processador A15 Bionic de 64 bits. Esse chipset, composto por dois núcleos de alta performance Avalanche (3.22 GHz) e quatro núcleos de eficiência Blizzard (1.82 GHz), trabalha em conjunto com uma GPU de 5 núcleos e 6 GB de RAM, garantindo fluidez extrema no iOS 15.
A experiência visual do aparelho sempre foi um de seus pontos fortes. A tela Super Retina XDR OLED de 6,06 polegadas entrega uma densidade de 460 ppi e resolução de 1170 x 2532 pixels. Além da proteção Ceramic Shield, o display conta com taxa de atualização de 120Hz, fundamental para a suavidade das animações. No entanto, é justamente na tecnologia de construção dessas telas que a Apple planeja sua próxima grande revolução, visando superar as limitações físicas presentes até mesmo em painéis de alta qualidade como este.
Um salto tecnológico para displays mais finos
A indústria caminha para uma mudança estrutural significativa na fabricação de painéis OLED. Nos modelos tradicionais, existe uma película polarizadora posicionada sobre o display para reduzir reflexos e melhorar o contraste. O problema dessa abordagem é que tal película acaba absorvendo parte da luz emitida pelo próprio OLED, o que diminui o brilho e prejudica a eficiência energética.
A solução que a Apple pretende adotar, conhecida como CoE (Color on Encapsulation), remove completamente esse polarizador. Em seu lugar, aplica-se um filtro de cor diretamente sobre a camada de encapsulamento protetor do OLED. O resultado prático é uma estrutura de tela consideravelmente mais fina que permite maior passagem de luz. Isso entrega um brilho superior sem demandar mais energia da bateria — um avanço crucial se considerarmos que modelos atuais, como o 13 Pro, dependem de baterias de lítio em torno de 3095 mAh para sustentar o consumo diário.
O futuro dobrável e os planos para o iPhone Air 2
Segundo informações de bastidores divulgadas pelo The Elec, a Apple planeja estrear essa tecnologia CoE em seu inédito iPhone dobrável. A previsão é que esse dispositivo possa ser lançado no final de 2026. Posteriormente, a tecnologia seria expandida para o iPhone Air 2 em 2027. Vale notar que o lançamento deste último teria sido adiado após o modelo original do iPhone Air apresentar vendas abaixo das expectativas.
A decisão final sobre a implementação do CoE e o próprio lançamento do iPhone Air 2 deve ocorrer até o terceiro trimestre deste ano, conforme fontes da indústria citadas no relatório sul-coreano. A redução de camadas proporcionada pelo CoE é vista como essencial para viabilizar designs mais esbeltos, algo que a linha Air busca priorizar.
Movimentações da concorrência e capacidades multimídia
Enquanto a Apple planeja seus próximos passos, a Samsung já se movimenta para aplicar a mesma tecnologia — referida internamente como OCF (On-Cell Film) — não apenas em seus dobráveis Galaxy Z Fold e Z Flip, mas também no Galaxy S26 Ultra. Esperado para o primeiro trimestre deste ano, o S26 Ultra será o primeiro smartphone não dobrável da marca sul-coreana a utilizar esse recurso.
Essa corrida por inovação em telas não diminui a importância das capacidades multimídia já consolidadas pela Apple. O iPhone 13 Pro, por exemplo, ostenta um sistema de câmeras triplo de 12 MP (com aberturas de F 1.5, F 1.8 e F 2.8), oferecendo estabilização ótica, zoom de 3x e gravação em 4K a 60 fps, inclusive na câmera frontal. Com suporte a 5G, Wi-Fi 6e e um armazenamento massivo que pode chegar a 1000 GB, o aparelho definiu um padrão elevado. Agora, resta saber como a integração de telas mais eficientes e finas transformará a ergonomia e a autonomia das próximas gerações, mantendo a excelência em conectividade e captura de imagem que os usuários já esperam.