Votorantim aposta em governança, investimento em tecnologia e valorização do capital humano para vencer desafios

Fundada há 103 anos, em São Paulo, a Votorantim S.A, presente hoje em 19 países e com cerca de 40 mil colaboradores, aprendeu a lidar com vários tipos de crise ao longo de sua história. Apesar de ter nascido no ano da pandemia da gripe espanhola, o grupo, como empresas em todo o mundo, se viu diante de um imenso desafio no início de 2020. “O novo aprendizado é que podemos operar com muito mais flexibilidade, podemos nos adaptar muito rapidamente”, disse João Schmidt, presidente da Votorantim S.A, durante o SAP NOW 2021.

Em tom de conversa de velhos amigos, Schmidt contou a Scott Russell, membro do Conselho Executivo da SAP, que é muito interessante assistir à transformação digital acelerada, combinada à ênfase no capital humano. Parceiro da SAP há duas décadas, o grupo Votorantim mantém a plataforma da SAP em 10 países, com cerca de 10 mil usuários.

“A pandemia foi um teste de colisão para o nosso modelo, que hoje é muito mais descentralizado. As necessidades das empresas estão evoluindo em diversas formas, de maneira diferente, dependendo de onde operam. Precisamos ver que tipo de impacto a tecnologia tem sobre elas, desde indústrias de base até nossos negócios mais centrados no cliente”, detalhou Schmidt.

Segundo o presidente do grupo Votorantim, parte da tecnologia da informação ainda é gerenciada em um centro de excelência, ou seja, alguns processos ainda contam com um grau de centralização. “Mas estamos tendo uma reflexão muito importante sobre quais são nossos próximos passos e como otimizar nosso ecossistema e ao mesmo tempo permitir especificidade e individualidade”, afirmou.

Colaboradores em home office em uma semana
Schmidt não tem problemas em admitir que não imaginava o grupo preparado, no início de 2020, para migrar todos os colaboradores para home office em apenas uma semana. “Mas foi o que aconteceu, e não foi pouca coisa para um grupo industrial. Alguns negócios são mais orientados à tecnologia que outros, mas conseguimos”, contou.

O desafio da pandemia comprovou que o grupo Votorantim está preparado para lidar com mais flexibilidade, mas o mais relevante nesse processo, na visão de Schmidt, é a fonte dessa resiliência.

“O mais importante é que essa resiliência vem não apenas da nossa base de ativos, mas especialmente de nosso pessoal, que mostrou abertura para abraçar a tecnologia. Isso foi algo que vivemos e foi muito poderoso. Gosto das mudanças que estamos vivenciando, o trabalho híbrido, por exemplo, nos permitirá ser mais flexíveis e produtivos.”

Como a SAP, o grupo Votorantim reforçou seu compromisso ambiental e social durante a pandemia. Não à toa a parceria tem se tornado cada vez mais sólida. Schmidt destaca as ações do Instituto Votorantim para reforçar as questões sanitárias nas localidades em que o grupo atua e o apoio aos governos locais.

Sem fechar os olhos aos desafios trazidos pela pandemia, Schmidt está otimista com relação às oportunidades, sobretudo no processo de digitalização e reforço da parceria com a SAP. “Como um investidor familiar de longo prazo, dizemos que nosso capital é paciente, mas o propósito do nosso negócio é inegociável.”

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