Startups curam as dores do crescimento com ERP cloud

Vice-presidente na SAP de S/4HANA para o Brasil, Rodrigo Susaki, diz que o ERP baseado na nuvem mudou a forma de as empresas tomarem suas decisões de negócios e abriu espaço para as PMEs terem acesso à tecnologia.

O que define uma startup de sucesso é a sua escalabilidade. Mas como conciliar a falta de amarras e legados, características das novas empresas, com a necessária robustez da gestão para sustentar o crescimento no longo prazo e até expansão internacional e processos de abertura de capital? Para Rodrigo Susaki, vice-presidente na SAP de S/4HANA para o Brasil, a resposta está em um sistema ERP baseado em nuvem, capaz de guardar, cruzar e analisar dados de toda operação de forma inteligente, garantindo uma tomada de decisão tão ágil e assertiva quanto o próprio negócio da empresa.

Muitas empresas menores não conseguiam emplacar o uso de ERP por causa do montante de investimentos e do projeto que isso demanda, explicou Susaki. Contudo, essa realidade mudou com o direcionamento da SAP para a nuvem, passando a ser um habilitador que permite às empresas de menor porte terem acesso ao S/4HANA. “A própria nuvem propicia começar pequeno e ir aumentando, crescendo conforme a ambição das empresas — e muitas têm crescimento bastante agressivo”, disse o executivo.

A computação em nuvem habilitou que as empresas tivessem acesso à oferta SAP e, do lado das startups, a oferta casa com a necessidade delas de estabelecerem governança e utilizarem as melhores práticas de mercado. “Antes, para uma empresa para estar no rol das 500 maiores da Fortune, tomava-se em média 20 anos, hoje, startups chegam a isso em quatro anos”, apontou Rodrigo Susaki, ao responder sobre a busca das empresas pela governança.

“O conhecimento dos diferentes segmentos de indústria e das melhores práticas — que sempre foram os grandes diferenciais da SAP em relação aos concorrentes, é a grande contribuição”, assinalou o executivo. Segundo ele, a orientação às empresas é “não reinventar a roda”, se aproveitar das recomendações e implementar as melhores práticas para dedicar tempo ao que realmente diferencia as startups de fato, aos seus diferenciais competitivos e à inovação. “Startups têm no DNA um viés muito forte de inovação e agilidade; já nascem com esta mentalidade de inovação, de mentalidade ágil, de errar rápido”, ponderou.

Com isso, a SAP recomenda que as empresas adotem as soluções sem muitas mudanças. Rodrigo Susaki disse que as empresas já entenderam que a personalização tem peso no médio e longo prazos e que a mentalidade agora é adotar o padrão que a nuvem oferece — e a nuvem não abre tantas opções de personalizações. “O mercado mostrou que é necessário que você busque manter o padrão”, apontou — acrescentando que a dica vale também para startups.

“Quando você precisar de customização e de desenvolvimentos, temos alternativas mais elegantes e acessíveis para esta finalidade que é o SAP Business Technology Platform, uma plataforma como serviço na qual você pode fazer os desenvolvimentos desacoplados do ERP”, explicou. A plataforma está conectada ao ERP, assim, quando há necessidade de se atualizar o ERP, os desenvolvimentos seguem rodando na plataforma e não são impactados e não impactam o core. “É a TI bimodal que o Gartner vem pregando, que é manter core estável e ter uma camada de inovação, automação e desenvolvimento”, detalhou.

Na visão de Rodrigo Susaki, as empresas seguem buscando soluções de ERP para sustentar as operações, sejam elas dentro de casa ou na nuvem, porque entendem que é o básico sobre o qual vai consolidar um alicerce e em cima do qual elas vão trabalhar os diferenciais. “Temos sido mais demandados para acompanhar o crescimento de startups”, disse.

Suporte do crescimento

O unicórnio brasileiro Ebanx, que atua no setor de meios de pagamentos e desenvolveu tecnologia para mediar transações na América Latina para empresas globais, como Airbnb, Amazon, AliExpress, Shopee, Spotify e Uber, escolheu a SAP como parte da estratégia de expansão global da empresa, conforme contou o CFO Alexandre Dinkelman, em conversa com Adriana Aroulho, presidente da SAP Brasil, durante o SAP NOW 2021.

O objetivo foi poder contar com um parceiro de tecnologia global na sua jornada de expansão mundial e consolidação na América Latina. Dinkelman explicou que um fator importante na escolha foi a atuação da SAP em vários casos de sucesso na área financeira e com fintechs. “Tínhamos uma decisão importante a ser tomada, operamos com resultados concretos, e o envolvimento da SAP foi muito profundo durante as discussões para trabalharmos juntos. Foi de corpo e alma. Agora sonhamos em ser um case, em que o Ebanx será o fornecedor de aprendizado para outros clientes”, afirmou à época.

Em junho de 2021, o Ebanx recebeu um aporte de US$ 430 milhões da Advent International, gestora de private equity. Essa injeção de capital e ânimo na fintech, criada em 2012, reforçou os planos de expansão na América Latina. Segundo o CFO, a meta é aproveitar ao máximo todo o conhecimento que poderá ser adquirido com a SAP e usar o investimento em tecnologia para apoiar o capital humano na sua jornada de inteligência e criatividade.

A Petlove também se viu diante da necessidade de contar com um sistema de gestão mais robusto. A Petlove, maior petshop online do Brasil, cresceu 200 vezes nos últimos dez anos. “Construímos internamente muito o que o cliente enxerga e um pouco de back office, voltado à operação. Temos um sistema operacional para nossos centros de distribuição, mas nunca tínhamos tido um sistema de gestão parrudo igual ao SAP”, explicou Marcio Waldman, CEO da Petlove, no SAP NOW 2021.

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