Ajinomnoto: rumo ao conceito de empresa inteligente, ágil e eficiente.

A multinacional japonesa está concluindo a primeira fase de seu projeto de transformação digital, que requer processos integrados e automatizados, empregados engajados em uma estratégia comum, dados em tempo real para a produção de insights e conexão com a cadeia de valor – fornecedores, colaboradores, parceiros e clientes.

A Ajinomoto está concluindo a primeira fase de seu projeto de transformação digital, iniciado há quatro anos rumo ao conceito de empresa inteligente, ágil e eficiente. Isso requer processos integrados e automatizados, empregados engajados em uma estratégia comum, dados em tempo real para a produção de insights e que a empresa esteja conectada com sua cadeia de valor – fornecedores, colaboradores, parceiros e clientes.

Alexandre Telles, diretor de Tecnologia da Informação para a América Latina, informou, em sua apresentação no SAP NOW 2020, que a Ajinomoto é uma multinacional japonesa que oferece produtos tanto para o consumidor e o mercado de alimentação fora do lar, quanto insumos a diversas indústrias. Há quatro anos, quando o projeto foi iniciado, o motivador era apenas tecnológico, uma vez que o ERP estava no fim da vida útil.

“Aproveitamos a oportunidade para falar de transformação digital na empresa. Não são bem vistos pela organização esses critérios de end of live, em que é preciso despender muitos recursos para fazer uma renovação do ERP. Então, fomos para um outro viés, determinando quais eram os objetivos de negócio, não olhando mais a tecnologia simplesmente e sim para toda a integração de tecnologia, negócios e os desafios que tínhamos visando alcançar nossas metas para 2035”, ressaltou Telles.

Ele contou que, neste processo, se deparou com os desafios de a Ajinomoto não ser uma organização ágil, ter processos burocráticos e falta de padronização e que não propiciava o uso do conceito de empresa orientada a dados. Baseada nesses pontos e na busca da eficiência operacional, a Ajinomoto abraçou essas questões como principais impulsionadoras para iniciar a sua transformação digital.

“Um dos principais desafios do início da jornada foi a gestão de mudança, considerando pessoas, processos e tecnologia. Remodelamos a estrutura da organização, mexendo em processos em que o mindset das pessoas era a grande barreira. O que nos ajudou foi a metodologia SAP Activate, que muda todo o conceito de um projeto. Em vez de desenhar a forma como a empresa trabalha para colocá-la dentro da tecnologia,  olha para o que ela faz e adota as melhores práticas. À medida que as pessoas percebem as vantagens dessas melhores práticas, há um processo natural de transformação”, ensinou Telles.

O diretor de TI acrescentou que esta jornada foi conduzida por uma equipe de gestão de mudanças focada e que procurava demonstrar os pontos positivos e negativos para que a empresa pudesse absorver toda a transformação e alcançar processos mais ágeis. Pelo fato de mexer com processos e pessoas, a curva de aprendizado é grande, e todos os executivos da organização esperavam a mesma performance que era obtida em um legado de mais de dez anos.

“A expectativa da organização era muito alta. A demonstração das vantagens do “novo” para a empresa é muito importante até para disseminar a conscientização não só da operação, mas também do engajamento dos executivos e do entendimento das dificuldades que precisamos passar na transição”, resumiu o executivo.

O projeto completou 12 meses de implantação (go live) em julho e a primeira onda de transformação contou com um grande programa com 12 iniciativas. O programa considerou uma fase de estabilização de um ano e meio, que serão completados em dezembro de 2020. Telles destacou que o momento atual ainda é de estabilização de processos e conscientização de pessoas.

“Isso porque mexemos na camada core. É preciso primeiro estabilizar essa fundação para, só então, falarmos de total eficiência de uma transformação digital ou de atingir os maiores níveis de maturidade de uma empresa inteligente. Já temos benefícios de sinergias e a motivação dos colaboradores por estarem usando tecnologia de ponta. Mas a fase mais interessante de usar Inteligência Artificial e robótica está por vir. O desafio é grande, mas os benefícios finais valem a pena”, completou Telles.