Via Varejo: pandemia vai tornar a sociedade mais humana

Durante keynote no SAP NOW 2020, o CEO da Via Varejo, Roberto Fulcherberguer, diz que iniciativas sociais do setor privado serão permanentes.

O CEO da Via Varejo, Roberto Fulcherberguer, participou nesta terça-feira, 14, de um dos keynotes do SAP NOW, tendo sido entrevistado por Cristina Palmaka, presidente da SAP para a América Latina e Caribe. Quando questionado sobre a preocupação social da companhia, afirmou que houve uma mudança durante a pandemia e que as ações conduzidas por diversas empresas nesse período serão o grande legado. “Nunca mais as empresas deixarão de fazer isso”, acredita.

Ele citou o trabalho realizado pela Fundação Casas Bahia, que tem projetos profissionalizantes com jovens nas comunidades em que a rede atua. Durante a pandemia, a entidade teve de se adaptar, porque as demandas se modificaram. “Passamos a atender necessidades básicas de alimentação”, lembrou. A Via Varejo inclui as redes Casas Bahia e Ponto Frio, Móveis Bartira e a administração da operação de comércio eletrônico do Extra.

As ações começaram com projetos de distribuição de alimentos, mas logo se ampliaram para o fornecimento de equipamentos para hospitais e até entretenimento. De acordo com o executivo, o ponto alto foi o patrocínio da live da dupla Sandy & Junior, quando a companhia assumiu o compromisso de dobrar as doações recebidas. “Só a Fundação colocou 700 toneladas de alimentos nesse evento, e vimos que várias empresas entraram e participaram”, disse.

Fulcherberguer enfatizou que o posicionamento social da Via Varejo ganhou força nesse período, mas já fazia parte do DNA da companhia, manifestando-se em frentes como sustentabilidade e diversidade. Ele mencionou o exemplo do trabalho de logística reversa iniciado recentemente. “Começamos com as embalagens. Se o consumidor permitir, retiramos as embalagens do produto que ele comprou e as levamos de volta para o depósito”, contou, lembrando que, até aqui, já foram recicladas mais de 40 toneladas de embalagens.

“Está no nosso roadmap fazer a logística reversa de tudo o que pudermos. Estamos caminhando para a logística reversa de produtos, como refrigeradores, fazendo o descarte correto”, revelou. Várias lojas da rede já estão recebendo descartes de pequenos aparelhos eletrônicos e unidades em Minas e São Paulo têm utilizado energia solar. Segundo Fulcherberguer, o objetivo é eliminar pelo menos aquilo que a empresa produz.

Em relação à diversidade, o executivo sublinhou que hoje 53% dos colaboradores da Via Varejo são mulheres e destacou que esse percentual se repete entre as lideranças. Quando assumiu o cargo, há pouco mais de um ano, foi convidado pelo time de diversidade da companhia a gravar vídeos nos quais entrevistaria personagens relevantes sobre o tema. “Topei na hora. O mundo está se transformando e a melhor maneira de aprender é perguntando”, afirmou.

Por tudo isso, Fulcherberguer acredita que desta crise sanitária deve emergir uma sociedade mais humana. “A iniciativa privada assumiu seu papel de forma mais acelerada, e isso é um legado. As pessoas estão tendo mais atenção com as outras pessoas, por isso acho que vamos sair bastante melhorados dessa pandemia.”

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