Burger King registra incremento de até 800% nos canais digitais

Companhia investiu em cardápio de multicanais para atender demandas de cliente sem perder a qualidade, revela o CEO, Iuri Miranda. Para ele, ‘a necessidade é a mãe da Inovação’.

Em 13 semanas, a cadeia Burger King Brasil, com mais de 900 lojas em todo o país, vivenciou uma mudança maior que em 15 anos de atuação. Iuri Miranda, CEO do Burger King Brasil, diz que, antes da pandemia, a maioria das vendas vinha dos salões, agora, mais da metade é feita nos drive-thru e mais de um terço está vindo do delivery. Além do delivery e do drive-thru, atualmente a rede também está trabalhando com take away, refeições vendidas na loja, mas consumidas fora delas.

Segundo Miranda, a pandemia forçou empresas com décadas de atuação a pensarem como startups, que focam na demanda do cliente. Para o CEO do Burger King Brasil, a demanda do cliente hoje está dividida. Para Miranda, o grande desafio é entregar a melhor experiência para que o consumidor reconheça a qualidade do produto independentemente do canal escolhido.
“É preciso saber como usar a tecnologia para que os produtos cheguem à casa do cliente como se ele estivesse fazendo um pedido no salão do restaurante. A tecnologia nos ajuda a desenhar limites geográficos para sabermos em que regiões podemos fazer entregas sem comprometer a qualidade do produto”, explica Miranda.

Durante a pandemia, Miranda diz ter registrado um crescimento de 800% nos canais digitais, comparado ao mesmo período de 2019. Segundo o CEO do Burger King, foram realizados mais de 24 milhões de downloads do aplicativo Burguer King na quarentena. Ele afirma que a tendência do omnichannel é evidente. Miranda não acredita que, após a pandemia, 50% das vendas continuarão sendo feitas no drive-thru, mas ele tem a certeza de que não voltam ao patamar anterior (30%).

“Outro grande desafio é capturar os clientes que começaram a ter um contato mais digital, ao mesmo tempo, teremos consumidores voltando para os antigos canais, como as lojas. Independentemente do canal, a transformação será guiada pela expectativa do cliente diante de novas preocupações, como a segurança alimentar. O cliente vai observar como as empresas estarão preparadas para responder ”, detalha Miranda.